ACUCA

Associação Cultural Cannábica de São Paulo

A ACuCa – Associação Cultural Cannábica de São Paulo, implica na difusão de informações sobre a maconha e outras drogas, publica diversificadas abordagens sobre temas referentes a cultura das drogas ou da drogadição, especialmente de teor libertário.

A ACuCa é uma associação civil sem fins lucrativos, interessada em disseminar a cultura cannabica com o fim de intervir diretamente na opinião pública, trazendo para o debate informações que ajudem a desfazer a neblina que o poder público e setores específicos de nossa sociedade insistem em preservar. É para contrariar o interesse desses setores que motivamos nossos esforços, visando oferecer informações sobre esta planta que nas últimas décadas vem sendo perseguida implacavelmente pelas políticas públicas, além de permanecer apartada pela indústria, que a mantém como reserva de mercado, sem falar na opressão das minorias e o encarceramento arbitrário de grande parte da população brasileira, desde cultivadores e usuários, que prosseguem a mercê de decisões oportunas e excludentes que desrespeitam a lei 11.343, de 2006. A falta de agilidade e a interpretação nebulosa desses pequenos delitos que são passives de penas alternativas, invariavelmente se transformam num incomodo que pode ir desde horas na delegacia, até prisão curta, se munindo de um bom advogado, ou encarceramento duradouro, se desamparado pela defensoria pública. Quando o que o estado oferece à sociedade não responde as demandas imediatas, a sociedade civil deve se organizar. Na questão da maconha, surge a Associação Cultural Cannabica para engrossar as fileiras do movimento antiproibicionista.

Longe de ser ideia nova, o associativismo entre usuários e cultivadores surgiu na Espanha, na década de 1990, para assegurar a saúde e a segurança de seus associados. A luta pela legalização da maconha cada vez mais ganha corpo. As marchas estão ai para por em pauta a questão, e enquanto nossos políticos continuam a insistir em aberturas lentas e inoperantes, com efeitos contraditórios, evocamos o direito de livre associação, conquistado a duras penas pelo movimento operário.

O tempo urge, e nossas preocupações imediatas estão em fortalecer os canais de comunicação entre advogados especializados na legislação nacional sobre a cannabis. Fortalecendo essa rede de solidariedade jurídica. É sempre perigoso falar de cultura, e um desses nazistas que ficaram pendurados no cadafalso no tribunal de Nuremberg não estava errado ao dizer que quando ouvia essa palavra, sacava seu revólver. A ideia de cultura considerada a parte de todas as outras questões sociais, como a economia, a política, a história, e um monte de outras coisas socialmente possíveis, não nos serve em nossa investida contra o paradigma proibicionista. Pensamos o conceito de cultura inseparável de todo o resto. O cannabismo é apenas a conexão entre muitos elementos que compõe toda a heterogeneidade presente na sociedade, e não apenas coisa de especialistas enfiados no interior das universidades. E alguns desses acadêmicos se aperceberam disso a tempo e estão se colocando a disposição do movimento suas largas competências pela legalização da maconha. Sem distinções, sem preconceitos, de mente aberta e ciente da importância da maconha para a sociedade, a associação está aberta para agremiar em seu seio, todas as competências que possam colaborar com o processo de legalização da cannabis, combatendo os efeitos colaterais que sua proibição impõe aos seus apreciadores.

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